Início: no Pórtico de Joinville

O sol tava se escondendo quando o Juca desceu no Pórtico de Joinville, aquele arcão gigante na entrada da cidade. No bolso, trinta reais. No coração, uma fome de leão... digo, de jacaré.
— Que dia, hein! O pessoal lá do IVIS me convidou pra um churrasco na casa de carnes Don Toro. Disseram que até vão me ensinar a assar carne! — o Juca deu uma abanada no rabo de empolgação. — Preciso chegar lá depressa. Humm, já tô sentindo o cheiro...
Ele puxou o celular, que fala tudo em voz alta pra ele.
— Ó: de Uber dá quinze pila e uns quinze minutinhos. De ônibus, pra quem é cego que nem eu, é de graça! Só que dá mais trabalho... Faltam duas horas. Bora resolver.
